sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
bυรqυ૯ αм๏ર η๏vαร αરт૯ร, η๏v๏ ૯ηg૯ηh๏
Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar- me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar- me as esperaças,
Que mal me tirará o que não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes dem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e doi não sei porquê
Luíz Vaz de Camões
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